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Ansiedade, Estresse e Cortisol

  • Foto do escritor: Ana Lucia Lopes
    Ana Lucia Lopes
  • 1 de ago.
  • 2 min de leitura

 

A relação entre ansiedade, estresse e cortisol é um ciclo que pode se retroalimentar.

O estresse é a resposta natural do organismo diante de um desafio, seja físico ou emocional.

O hipotálamo envia sinais para as glândulas suprarrenais liberarem cortisol e adrenalina.

Em curto prazo, o cortisol é benéfico. Ele:

  • aumenta a energia;

  • melhora a atenção;

  • eleva a glicemia para fornecer combustível ao corpo;

  • prepara o organismo para reagir.

O cortisol permanece elevado por dias, semanas ou meses.

Isso pode causar:

  • ansiedade;

  • insônia;

  • irritabilidade;

  • tensão muscular;

  • bruxismo;

  • compulsão alimentar;

  • aumento da gordura abdominal;

  • queda da imunidade;

  • dificuldade de memória e concentração;

  • aumento da pressão arterial.

A mente permanece preocupada e em estado de vigilância.

O cérebro interpreta esse estado como uma ameaça contínua e mantém a produção de cortisol elevada.

 

 

 

 

Forma-se um ciclo:

ESTRESSE

      ↓

Aumento do CORTISOL

      ↓

Alterações físicas e emocionais

      ↓

ANSIEDADE

      ↓

Mais estresse

      ↓

Mais cortisol

 

 

 

Como quebrar esse ciclo?


Práticas que ativam o sistema nervoso parassimpático ajudam a reduzir a resposta exagerada ao estresse:


  • Yoga

  • Respiração consciente (Pranayamas)

  • Meditação

  • Aromaterapia

  • Florais

  • Auriculoterapia

  • Massagem Shiatsu

  • Sono reparador

  • Caminhadas e atividade física regular

  • Alimentação anti-inflamatória


    Essa explicação é consistente com a fisiologia do estresse: o cortisol é um hormônio essencial para a adaptação do organismo, mas sua elevação crônica pode contribuir para sintomas físicos e emocionais. Estratégias de redução do estresse e promoção do relaxamento podem ajudar a diminuir essa ativação persistente do organismo.

O estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), promovendo a liberação de cortisol pelas glândulas suprarrenais. Em situações agudas, esse hormônio desempenha um papel essencial na adaptação do organismo, regulando o metabolismo, a resposta imunológica e a disponibilidade de energia. Entretanto, quando o estresse se torna crônico, a exposição prolongada ao cortisol está associada a alterações no humor, maior vulnerabilidade à ansiedade, distúrbios do sono, prejuízo cognitivo, aumento da gordura abdominal e disfunções metabólicas. (McEwen, 2007; Sapolsky, 2004; Guyton & Hall, 2021).

 

McEWEN, Bruce S.The End of Stress as We Know It.Washington, DC: Joseph Henry Press, 2002.

SAPOLSKY, Robert M.Why Zebras Don't Get Ulcers: The Acclaimed Guide to Stress, Stress-Related Diseases, and Coping.3. ed. New York: Henry Holt and Company, 2004.

 

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E.Tratado de Fisiologia Médica.14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.

 

 


 

 
 
 

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